Vamos bater um papo sério sobre um tema que anda me incomodando: a superficialidade na escolha de cenários, culturas e etnias em histórias ambientadas no nosso mundo real.
Tenho visto uma enxurrada de obras brasileiras que simplesmente pegam elementos de culturas asiáticas sem o menor critério ou conhecimento profundo. É como se assistir a meia dúzia de animes ou doramas fosse o suficiente para entender séculos de história e tradição. E o pior: enquanto isso, o Brasil, com sua riqueza cultural imensa, é deixado de lado. Vamos destrinchar isso.
A questão aqui não é que um autor brasileiro não possa escrever uma história ambientada na China, na Coreia ou no Japão. Claro que pode! A literatura é, antes de tudo, um exercício de imaginação e criatividade. Mas quando essa escolha se baseia apenas em um fascínio superficial por estética, culinária e mitologia, o resultado geralmente é um cenário de papelão — aquele tipo de ambientação que até tem nomes e cenários estrangeiros, mas carece de substância e autenticidade. A cultura vira um acessório estilístico, e os personagens, meros ocidentais com nomes asiáticos gerados no Google Tradutor.
O que me deixa mais perplexo é como esse fenômeno se tornou comum. Com a popularização das webnovels chinesas e coreanas, dos animes, mangás e k-dramas, muitos escritores brasileiros estão absorvendo esses conteúdos sem um olhar crítico, tratando esses países como se fossem cenários padrão para qualquer tipo de história, independentemente do enredo. O problema não é gostar dessas produções — eu também gosto de muita coisa! O problema é transformar essa admiração em apropriação rasa, sem questionar se realmente faz sentido para a narrativa.
O Brasil, por outro lado, acaba sendo negligenciado. Mesmo com um território imenso, uma história rica e uma diversidade cultural gigantesca, muitos autores nacionais ainda hesitam em ambientar suas histórias aqui. Por quê? Será que é falta de interesse? Falta de pesquisa? Ou será que é o velho complexo de vira-lata, aquela sensação de que um enredo só é interessante se se passar no exterior? E olha que nem estou falando de histórias que exigem um setting estrangeiro por questões narrativas. Estou falando de histórias que poderiam funcionar perfeitamente bem em um contexto brasileiro, mas que, por algum motivo, insistem em se passar em Seul ou Tóquio, com personagens que comem kimchi ou andam de yukata sem nenhuma razão além do fetiche estético.
Se a gente parar para pensar, essa tendência não se limita às webnovels e light novels. O próprio mercado literário brasileiro, em parte, reforça essa mentalidade. Muitas editoras e leitores valorizam mais o que vem de fora, enquanto autores nacionais lutam para conseguir reconhecimento. O curioso é que, enquanto muitos brasileiros querem escrever histórias “orientais”, os próprios escritores chineses e coreanos estão explorando suas próprias raízes, tornando suas narrativas autênticas e cativantes para um público global. Estamos indo na contramão.
Portanto, este artigo não é um manifesto contra histórias ambientadas fora do Brasil. É um convite à reflexão. Vamos analisar por que tantos autores nacionais escolhem cenários estrangeiros sem critério, quais são as consequências dessa escolha e como podemos resgatar o valor da autenticidade na ficção. Bora aprofundar essa conversa?
A internet e o streaming mudaram drasticamente a forma como consumimos cultura. Antes, para ter contato com obras japonesas, chinesas ou coreanas, era preciso garimpar VHSs, recorrer a fãs que legendavam manualmente ou esperar que uma editora trouxesse algo para cá. Hoje, qualquer um pode assistir a um dorama coreano na Netflix, ler uma webnovel chinesa no celular ou mergulhar em uma enxurrada de animes e mangás sem sair do sofá. Essa acessibilidade é incrível, mas trouxe um efeito colateral: a ilusão da familiaridade.
Consumir uma obra estrangeira não significa compreender a cultura que a originou. A experiência que temos com um anime, por exemplo, é filtrada pelo viés narrativo daquela produção e pelas nossas próprias referências culturais. Quando um brasileiro assiste a Demon Slayer e vê personagens falando sobre honra e dever, ele pode associar esses conceitos a sua própria visão de moralidade, sem necessariamente entender o significado específico dessas palavras no contexto japonês.
O antropólogo Edward T. Hall (1976), em seu estudo sobre comunicação intercultural, propôs a ideia de high-context cultures (culturas de alto contexto) e low-context cultures (culturas de baixo contexto). Sociedades asiáticas, como Japão e China, tendem a ser de alto contexto, ou seja, muita informação cultural está implícita e não dita diretamente. Já sociedades ocidentais, como as do Brasil e dos EUA, são de baixo contexto, o que significa que tendemos a explicitar informações. Essa diferença afeta não só a comunicação do dia a dia, mas também a forma como histórias são contadas. Ou seja, mesmo que uma webnovel chinesa pareça fácil de entender, há nuances culturais que podem passar despercebidas para um leitor ocidental.
Um dos erros mais comuns que escritores cometem é confundir exposição constante com conhecimento profundo. Se alguém assiste a dezenas de dramas coreanos e começa a reconhecer padrões — como o respeito hierárquico, a importância da comida nas interações sociais e a estrutura familiar rígida —, isso não significa que essa pessoa compreendeu verdadeiramente a sociedade coreana. O que ela tem é uma coleção de referências superficiais, muitas vezes romantizadas pelas próprias produções de entretenimento.
O professor Stuart Hall, um dos maiores teóricos dos Estudos Culturais, argumenta que a cultura não pode ser reduzida a um conjunto de símbolos e costumes facilmente replicáveis. A cultura é um processo vivo, cheio de disputas de significado, influenciado por contexto histórico, político e social. Ou seja, pegar elementos isolados e inseri-los numa história sem um entendimento real de seu significado pode resultar em um cenário artificial, que não passa de uma colagem de estereótipos.
E aqui chegamos a um ponto crucial: por que tantos escritores brasileiros escolhem cenários estrangeiros para suas histórias? Se formos analisar as justificativas mais comuns, elas geralmente giram em torno de gosto pessoal. “Gosto da arquitetura chinesa”, “Acho bonito os templos japoneses”, “A culinária coreana me atrai”. Essas preferências são válidas, mas não são suficientes para justificar uma ambientação.
Pense no impacto que o cenário tem em uma história. Um conto de fantasia ambientado em um vilarejo medieval europeu carrega consigo toda uma estrutura social que molda os personagens: a relação com a nobreza, o papel da religião, a economia agrária. Da mesma forma, uma história ambientada na China imperial deve refletir os sistemas de governo, as relações de classe e as crenças espirituais daquela época. Se a escolha do cenário não influencia o enredo e os personagens, então ele foi escolhido apenas por estética, e isso compromete a credibilidade da história.
O problema é que, muitas vezes, essa escolha se dá sem qualquer esforço real de pesquisa. Já vi histórias brasileiras ambientadas na China onde os personagens tinham nomes inventados, que não faziam sentido linguístico. Outros escritores colocam personagens coreanos em situações que jamais aconteceriam na Coreia real, simplesmente porque viram algo parecido em um k-drama e assumiram que era universal. Esse tipo de erro não só empobrece a narrativa, mas também reforça uma visão distorcida dessas culturas.
Se a ambientação não faz diferença para o desenvolvimento da história, então por que não escrever algo enraizado na própria cultura do autor? O Brasil tem cidades com arquiteturas impressionantes, lendas tão ricas quanto as mitologias orientais e costumes que poderiam render histórias fantásticas. O problema não é a falta de material, mas sim a falta de reconhecimento do próprio potencial criativo nacional.
E isso nos leva a uma questão maior: como podemos incentivar escolhas mais autênticas na escrita? É isso que vamos explorar nas próximas seções.
A ambientação de uma história é tão fundamental quanto seus personagens e enredo. Um local bem escolhido pode amplificar conflitos, aprofundar personagens e dar autenticidade à narrativa. No entanto, muitos escritores tratam o espaço narrativo como um detalhe secundário, optando por cenários sem critério ou apego real ao que a história precisa. Vamos abordar o que realmente importa na escolha do local e como usá-lo a favor da trama.
Muitos escritores iniciantes escolhem um local apenas por “achar bonito” ou porque consomem mídia desse país. Mas o espaço narrativo precisa ser mais do que um cartão-postal. Ele deve ser um organismo vivo que interage com os personagens, influencia suas decisões e molda a trama.
O ambiente de uma história não serve apenas para “ambientar”, mas para criar camadas narrativas. O local pode ser um catalisador para decisões, desafios e crescimento dos personagens.
Com isso, vemos que a escolha do espaço narrativo não pode ser feita no achismo. Ela tem que ter peso, coerência e relevância dentro da trama. A seguir, vamos explorar erros comuns e como evitá-los ao construir histórias mais autênticas e envolventes.
A globalização fez com que diversas culturas fossem amplamente difundidas, mas também gerou um problema sério: a cultura de segunda mão. Ou seja, quando um autor não vivenciou uma cultura nem a estudou a fundo, mas se sente familiarizado apenas porque consumiu muitas obras de ficção sobre ela. Esse fenômeno gera representações superficiais, cheias de clichês e distorções. Vamos dissecar alguns erros comuns.
Um dos erros mais frequentes em histórias brasileiras ambientadas em países asiáticos é o uso de elementos culturais apenas pelo seu apelo visual ou exótico, sem entender o significado por trás deles.
Nomes e tradições são aspectos fundamentais de qualquer cultura, mas frequentemente são tratados de forma descuidada.
O problema de muitos autores iniciantes é que suas histórias não parecem homenagens a uma cultura, mas sim cópias mal disfarçadas de outras obras.
Na próxima seção, vamos discutir como o Brasil, apesar de sua riqueza cultural e diversidade, é subestimado como cenário literário. Veremos como explorá-lo de maneira autêntica pode trazer profundidade e originalidade às histórias.
Parece que, quando o assunto é ficção, o Brasil só entra na história se for para retratar violência, miséria ou alguma visão estereotipada. Tem gente que acha que escrever uma história aqui tira o “charme” da narrativa, como se o país não tivesse complexidade suficiente pra segurar um enredo épico.
E aí o que acontece? Todo mundo correndo pra ambientar suas histórias na Coreia do Sul, no Japão, nos Estados Unidos — países que conhecem só por dorama, anime e filme de ação. Enquanto isso, o Brasil continua sendo o grande esquecido da ficção nacional, tratado como pano de fundo só quando é pra mostrar violência ou exotismo barato.
Agora me diz: se o Brasil não é interessante, por que tem tanto gringo fascinado por ele? Por que um gringo olha pra Amazônia, pro sertão ou até pras nossas cidades caóticas e vê um palco perfeito pra contar histórias? Enquanto isso, nós, que nascemos aqui, ficamos com receio de usar o próprio país como cenário. Essa seção é pra gente encarar essa realidade de frente e entender que o Brasil não só pode, mas deve ser usado como ambiente de histórias memoráveis.
O Brasil é um país do tamanho de um continente. Você pode cruzar o mapa e encontrar de tudo: montanhas gigantes, cavernas misteriosas, rios que mais parecem oceanos, cidades que respiram história, florestas densas onde a civilização moderna nunca pisou. Mas se você perguntar pra um escritor brasileiro onde ele quer ambientar a história dele, a resposta geralmente é alguma cidade fictícia que parece Nova York ou um vilarejo medieval inspirado na Europa.
Isso acontece porque crescemos bombardeados por narrativas que reduzem o Brasil a poucos estereótipos: favela violenta, floresta intocada ou cidade caótica. Raramente vemos histórias que exploram o que existe entre esses extremos. O Brasil real, com sua mistura única de culturas, sotaques e histórias, continua esquecido. E isso é um erro que precisamos corrigir.
Quer um exemplo? Quando a Netflix lançou Sense8, usaram São Paulo de um jeito que parecia que a cidade inteira era um clipe da Parada LGBTQIA+. Beleza, representatividade é importante, mas São Paulo é muito mais do que isso. É uma metrópole com camadas culturais absurdas, histórias de imigração, crime organizado, arte de rua que rivaliza com Berlim. E quantos escritores brasileiros realmente exploram isso nas suas histórias?
O estrangeiro olha pro Brasil e vê um universo de possibilidades. Nós olhamos e vemos só um “lugar qualquer”. Tá na hora de mudar essa visão.
O medo do clichê paralisa muita gente. “Ah, mas se eu escrever uma história no Brasil, vão achar que é novela da Globo.” Ok, mas se ambientar no Japão sem entender nada da cultura japonesa, sua história não vai parecer um anime genérico? O problema não é onde você escreve, mas como você escreve.
Aqui vão algumas formas de fugir dos clichês e criar histórias que fazem justiça ao Brasil:
Escrever sobre o Brasil não significa jogar um Curupira na história e chamar de “elemento nacional”. É sobre criar narrativas que tratam nossa cultura com respeito e autenticidade.
Agora vamos ao que interessa: que tipo de história só poderia ser contada no Brasil, mas quase ninguém escreve?
O que falta para mais escritores brasileiros enxergarem o Brasil como um palco de grandes histórias? Talvez seja só uma mudança de perspectiva. Se estrangeiros já perceberam que o Brasil é um território narrativo cheio de potencial, tá na hora da gente fazer o mesmo.
Criar um cenário realista exige mais do que uma pesquisa superficial. Se o objetivo é ambientar sua história no mundo real, seja no Brasil ou fora dele, a profundidade da pesquisa pode ser o diferencial entre um universo convincente e uma ambientação rasa, cheia de informações duvidosas. Afinal, se o leitor sentir que o autor não domina o espaço que criou, a imersão se quebra na hora.
Essa pesquisa envolve desde geografia e cultura até detalhes que parecem pequenos, mas fazem toda a diferença — como a distância real entre dois lugares e o tempo que se levaria para percorrê-los, a maneira como as pessoas falam em determinada região ou o impacto histórico de eventos locais.
Vamos ver como aprofundar essa pesquisa e evitar erros que fazem até um leitor leigo torcer o nariz.
Muitos escritores acham que pesquisar é abrir a Wikipédia, ler um ou dois artigos e seguir em frente. Só que isso gera aqueles erros clássicos de ambientação, como chamar feijoada de “prato típico do Brasil colonial” (quando, na verdade, como conhecemos hoje, ela é do século XIX) ou achar que o Japão feudal tinha ninjas pulando de telhado em telhado o tempo todo.
Aqui estão alguns métodos que ajudam a ir além da pesquisa superficial:
De nada adianta ter um cenário detalhado se os personagens parecem deslocados, como se tivessem sido teletransportados para lá sem nunca interagir com o ambiente. Para criar personagens que realmente pertencem ao espaço narrativo, é preciso considerar:
Um erro comum em histórias é tratar deslocamentos como se fossem irrelevantes. Personagens atravessam cidades inteiras em minutos, viajam entre estados como se estivessem pegando um Uber, e cavalos correm distâncias absurdas sem descanso. Isso pode parecer detalhe, mas afeta a credibilidade da narrativa.
Vou deixar aqui um bônus com alguns dados úteis para evitar esses erros:
Esses detalhes parecem técnicos, mas fazem toda a diferença para quem gosta de um mundo bem construído. Além disso, permitem que o leitor tenha uma noção espacial realista da história, criando um senso de imersão muito maior.
Outro aspecto fundamental na escrita de cenários realistas é lembrar que o leitor pode nunca ter visitado o local descrito. Seja um ponto turístico famoso ou um bairro desconhecido, a literatura tem o poder de transportar o leitor para lugares que ele talvez nunca veja pessoalmente.
Escrever é um ato de criação, mas também de responsabilidade. Quando escolhemos um cenário para nossa história, não estamos apenas jogando um monte de prédios, ruas e paisagens no fundo da narrativa. Estamos decidindo o tom, o clima, a cultura e até os desafios que nossos personagens vão enfrentar. A localização não é um detalhe. É uma das engrenagens que fazem a história funcionar.
E olha que coisa linda: o mundo inteiro está aí, esperando para ser explorado pelas suas palavras. Você pode situar sua trama onde quiser — desde que faça isso com o respeito e a pesquisa que cada lugar merece. Se for ambientar no Japão, nos Estados Unidos, na Coreia do Sul, que seja por um motivo narrativo forte, e não só porque “fica mais legal” ou porque viu algo parecido num anime ou dorama. E, principalmente, que seja feito com autenticidade, sem cair em caricaturas.
Agora, e o Brasil? Quantas histórias incríveis ainda não foram contadas porque subestimamos o potencial do nosso próprio país? Quantos cenários brasileiros poderiam ser palco de narrativas épicas, emocionantes e inesquecíveis? Não estou dizendo que todo mundo é obrigado a escrever sobre o Brasil — não é isso. Mas se você nunca nem considerou essa possibilidade, talvez valha a pena pensar no porquê. Será que é medo de parecer “menos interessante”? Será que é por desconhecimento?
Se for falta de familiaridade, a solução está na pesquisa. Se for receio de parecer caricato, a solução está no cuidado na escrita. Se for um pensamento inconsciente de que o Brasil “não dá uma boa história”, bom… essa é uma visão que já passou da hora de mudar.
E olha que temos exemplos fantásticos de escritores que fizeram isso de forma incrível.
nos jogam em tramas intensas e bem construídas dentro de uma ambientação, veja só, NACIONAL.
Essas obras provam que a ambientação brasileira não só funciona, como pode ser um diferencial narrativo poderoso. São histórias que não tentam ser cópias genéricas de sucessos estrangeiros — elas criam algo único, com um DNA próprio.
O que eu quero que você leve deste artigo não é uma regra proibitiva, do tipo “pare de ambientar suas histórias no exterior”. Não. O que eu quero é que você veja a riqueza de possibilidades que tem nas mãos. Que você perceba que um cenário bem construído pode transformar uma história qualquer em uma experiência inesquecível para o leitor. Que você entenda que respeitar e estudar o local onde sua trama acontece não é um fardo, mas uma oportunidade de fazer algo verdadeiramente especial.
Seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, o importante é dar ao cenário o valor que ele merece. Porque uma boa história não acontece no vácuo — ela precisa de um chão sólido para pisar. E você, como escritor, tem o poder de construir esse chão da forma mais rica e autêntica possível.
Eu agradeço imensamente por ter lido meu artigo que fiz com carinho e eu recomendo que você assista também o vídeo da NovelCastBR no nosso canal do Youtube sobre Brasilidade onde eu participo também. Te aguardo nos próximos! Tchau!
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